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Redemption

Muito sobre nada! Ou nada sobre muito! Depende sempre da perspectiva de quem lê!!!!

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Acampamento das Margaridas XXVI

Foi por aqui que o meu Mini Mi andou de 6.ª à noite até 3.ª feira! Quatro dias de pura diversão e muita aventura!

Ora vejam lá se não foi giro! 

Terminou esta terça-feira, dia 9, mais uma edição do Acampamento Margaridas que trouxe a Constância mais de 700 escuteiros vindos de todas as regiões do país. Foram quatro dias intensos de atividades e convívio onde a parte mais difícil é o momento da despedida.

O parque junto ao Centro Ciência Viva de Constância – Parque de Astronomia ganhou por estes dias muita cor e uma nova vida, com as tendas e a presença de cerca de 750 escuteiros vindos de zonas como Seia, Lamego, Évora, Elvas, Lisboa, Portalegre ou Idanha-a-Nova para participarem na 26ª edição do Acampamento Margaridas.

O Acampamento esteve dividido em quatro campos, que tinham nomes baseados nas aventuras do Indiana Jones, como os Salteadores da Arca Perdida, o Templo Perdido, Caveira de Cristal ou o Santo Graal.

 Quem por ali passou, não conseguiu ficar indiferente ao espírito de união, aventura e amizade que o Acampamento transmite. Quando se entra no parque onde o Acampamento esteve instalado, é como se fossemos transportados para outro mundo, um mundo onde se vive daquilo que a terra e o campo nos dá.

Para além das tendas, há um conjunto de construções em madeira que os escuteiros tiveram de construir no primeiro dia do Acampamento, desde mesas, a cozinhas, passando pelo porta-mochilas e o oratório. O primeiro dia do acampamento é sempre reservado para a montagem das tendas e as construções de apoio, um momento que é chamado “o levantar da cidade de lona”, sendo depois tudo desmontado no último dia.

E há prémios vocacionados para as construções mais imaginativas que as várias seções fazem, para além do Prémio Geral Margaridas, que foi lançado o ano passado nos 25 anos do Acampamento, onde, para além das construções, do espírito escutista, do aprumo e da limpeza de campo, são ainda tidos em conta os dotes culinários de cada Agrupamento que é desafiado a participar na Feira das Sopas, que tem lugar no último dia do Acampamento, onde confeciona uma sopa típica da sua região que depois vai ser avaliada por um júri.

O que são as Margaridas?

Mas, afinal, o que é o Acampamento Margaridas? No mundo do escutismo nacional, é bem conhecido. Trata-se de um acampamento que foi sonhado e idealizado por dirigentes do Agrupamento 707 (sedeado em Constância Sul), do Corpo Nacional de Escutas, que teve o seu início em 1990, no Campo Militar de Santa Margarida, e que se realiza no concelho de Constância ininterruptamente há 26 anos.

O Chefe de Campo, Paulo Almeida, com dois dos seus Lobitos

E porquê o nome Margaridas? Segundo explicou o Chefe Paulo Almeida ao mediotejo.net, “o nome Margaridas nasce porque na altura em que este acampamento foi pensado pelo Chefe Almeida, em 1990, era nesta altura do ano que começavam a brotar as primeiras margaridas no campo. E atendendo ao facto que as Margaridas nesta altura do ano ainda estão frágeis e a brotar da terra e o Acampamento Margaridas também começou por crescer devagarinho, com pequenos grupos, começámos por ser cerca de 70 elementos e atualmente somos 700 e no ano passado erámos mais de mil. É essa fragilidade que faz com que, unidos, nos tornemos um total de escutismo”.

Até 2004, o Acampamento Margaridas realizou-se sempre no Campo Militar de Santa Margarida, tendo depois passado a realizar-se no parque junto ao Centro Ciência Viva de Constância.

Quem vem nunca esquece

“É um acampamento que já vai na 26ª edição, é mais uma vez a continuação da nossa vida escutista, do nosso fogo em querer ser escuteiro e em querer aprender o escutismo na base do Baden Powel”, refere Paulo Almeida, Chefe de Campo.

Este é um evento que já faz parte da história do concelho de Constância. “Atualmente é uma atividade já de cariz nacional, já temos muitos Agrupamentos que nos procuram mesmo sem os convidarmos, temos este ano o caso do Agrupamento de Seia que veio de longe e nos pediu para participar nas Margaridas e nós estamos sempre de porta aberta para receber todos os Agrupamentos que nos queiram acompanhar”, refere o Chefe Paulo Almeida.

Entre as atividades que mais destaca que se realizaram durante o Acampamento, Paulo Almeida refere que “o forte da atividade Margaridas é sempre o raid e o hike porque é quando os escuteiros são colocados à prova, perante as adversidades do terreno e do estado do tempo e o facto de serem auto-suficientes e levarem as suas mochilas às costas torna maior dificuldade ultrapassar os obstáculos”.

 No primeiro dia do Acampamento, os escuteiros têm de fazer diversas construções em madeira como mesas, cozinhas, porta-mochilas e oratórios

E como eram passados os dias? “O normal do ambiente escutista são as alvoradas cedo, pelas 7h da manhã, e normalmente só voltamos à cama a partir das 23h30, são dias repletos de atividades”, salienta este responsável.

O pior dos quatro dias das Margaridas é mesmo a despedida. “A despedida é sempre saudosa, são quatro dias muito intensos, sempre com grandes adversidades pelo facto de ser uma atividade desenvolvida em pleno inverno, em plena chuva e o facto de nos encontrarmos aqui vários agrupamentos de várias regiões diferentes de norte a sul do país, torna que só nos vejamos de ano a ano e aí a saudade aumenta ao longo desse tempo”, refere o Chefe Paulo Almeida.

Afonso Miguel, tem 9 anos e é de Santa Margarida (Constância). O Acampamento Margaridas para si não é novidade, já veio nos outros anos: “é giro, ficamos aqui acampados, de vez em quando chove mas isso não faz mal, fiz muitos amigos”, refere.

Já Ruben Oliveira, 13 anos, vem do Bairro da Encarnação (Lisboa), e é a primeira vez nas Margaridas: “foi divertido, um pouco renhido mas deu pica, para o ano é para repetir, é uma experiência a não esquecer. A despedida vai ser triste”, salienta este jovem.

Mariana Fernandes, 11 anos, de Lisboa, não é a primeira vez que está nas Margaridas, já esteve no ano passado e não se cansa de dizer que “é muito agradável, conhecemos pessoas de outras regiões, fazemos muitos amigos. A despedida é triste e é pena ter que ir embora”.

A Inês Travancas, mais conhecida por Travancas como a própria reforça, tem 11 anos, é de Lisboa, e esteve pela primeira vez nas Margaridas porque “no ano passado não estava bem preparada”. “Foi muito fixe, arranjei aqui amigos alentejanos, eu também tenho uma costela alentejana e a despedida vai ser difícil porque temos amigos que nos marcam. Até troquei uma anilha com uma amiga minha e vai ser difícil a despedida”, refere a Inês Travancas.

Já a Isabel, 14 anos, de Évora, também é o primeiro ano nas Margaridas: “gostei muito, foi uma experiência nova, diferente, de competição porque costuma ser sempre dentro do mesmo agrupamento e este foi de competição à séria e gostei muito. A despedida vai ser difícil, fizeram-se muitos amigos mas tem de ser”.

Com um balanço positivo de 4 dias intensos de atividades, Paulo Almeida não deixa de salientar que “as Margaridas acontecem porque temos o apoio da autarquia e das várias entidades civis e também militares que nos apoiam neste grande atividade porque sem elas e sem a nossa Comissão Permanente de Pais era totalmente impossível fazer este tipo de atividades”.

Para o ano há mais.

 Copiado daqui: http://www.mediotejo.net/constancia-a-festa-dos-escuteiros-onde-o-dificil-e-a-despedida/