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Redemption

Muito sobre nada! Ou nada sobre muito! Depende sempre da perspectiva de quem lê!!!!

Redemption

Muito sobre nada! Ou nada sobre muito! Depende sempre da perspectiva de quem lê!!!!

"O Jogo do Anjo", de Carlos Ruiz Zafón

Me, myself and I, 30.03.16

A Sra. D. Magda do blog Stone Art propôs no inicio de março que lesse-mos "O Jogo do Anjo" em conjunto, e as que não recusaram um convite tão fantástico, eu, a Pandora, do Blog Estórias na Caixa da Pandora, a JP do Blog O Mundo pela minha lente, a M* do blog Um Mar de Pensamentos , a Nathy do Blog Desabafos da Nathy  e a Just do Blog Just Smile, (espero não me ter esquecido de ninguém!) ficaram hoje de dar a sua opinião sobre o livro. Aqui vai a minha!

O Jogo do Anjo

de Carlos Ruiz Zafón

 Edição/reimpressão:2011

Páginas: 576

 

Sinopse

Um escritor nunca esquece a primeira vez em que aceita algumas moedas ou um elogio em troca de uma história. Nunca esquece a primeira vez em que sente o doce veneno da vaidade no sangue e começa a acreditar que, se conseguir disfarçar sua falta de talento, o sonho da literatura será capaz de garantir um teto sobre sua cabeça, um prato quente no final do dia e aquilo que mais deseja: seu nome impresso num miserável pedaço de papel que certamente vai viver mais do que ele. Um escritor está condenado a recordar esse momento porque, a partir daí, ele está perdido e sua alma já tem um preço.

Assim começa O Jogo do Anjo, livro em que o catalão Carlos Ruiz Zafón explora novos ângulos da cidade onde ambientou A Sombra do Vento, sucesso que já ultrapassou a marca dos 10 milhões de exemplares vendidos em todo o mundo desde o seu lançamento, em 2001.

O protagonista e narrador do romance é David Martín, um jovem escritor que vive em Barcelona na década de 20. Aos 28 anos, desiludido no amor e na vida profissional e gravemente doente, o escritor David vive sozinho num casarão em ruínas. É quando surge Andreas Corelli, um estrangeiro que se diz editor de livros. Sua origem exata é um mistério, mas sua fala é suave e sedutora. Ele promete a David muito dinheiro, e sua simples aparição parece devolver a saúde ao escritor. Contudo, o que ele pede em troca não é pouco. E o preço real dessa encomenda é o que David precisará descobrir.

O Jogo do Anjo traz alguns dos personagens de A Sombra do Vento. No entanto, de acordo com o autor, o livro não é uma continuação de sua obra anterior, mas sim uma segunda investida em uma narrativa “centrada em um mesmo universo literário. É como uma caixinha chinesa, um labirinto de ficção em que há quatro portas de entrada”.

Com um estilo deslumbrante e impecável precisão narrativa, o autor de A Sombra do Vento transporta-nos de novo à Barcelona de o Cemitério dos Livros Esquecidos para nos oferecer uma aventura de intriga, romance e tragédia, através de um labirinto de segredos, onde o encantamento dos livros, a paixão e a amizade se conjugam num romance magistral.

 

A minha opinião:

Esta é uma história macabra, que me prendeu do início ao fim, que me fez voltar a Barcelona, agora dos anos 20, ao Cemitério dos Livros Esquecidos e à Livraria Sempere.

A estrela deste romance é o David Martin, jornalista fracassado que recebe uma oferta de uma editora para escrever uma série de contos com o título “A Cidade dos Malditos”, mas com a condição de usar o pseudónimo de “Ignatius”. Entretanto conhece o enigmático Andreas Corelli, mais tarde referenciado como o “Patrão” por David, que lhe propõe escrever um livro capaz de mudar os caminhos da história, uma nova religião. A partir do momento em que aceita vê-se envolvido num jogo misterioso e muito perigoso.

Ao longo do livro, David vê-se envolvido numa série de mal entendidos e torna-se no principal suspeito de diversos crimes.

Outra personagem que achei fascinante foi a da Isabella, uma rapariga de 17 anos, com uma personalidade forte e marcante, sarcástica e irónica, extremamente peculiar para os anos 20. A relação dela com David, a cumplicidade e a amizade, são um dos pontos fortes deste romance!

É um romance cheio de suspense, amores, amizades, traições, mistérios, deveres, segredos, personagens misteriosas, desgostos, desgraças, maldições, ganância e claro esperança por um futuro melhor.

A história de David foi-me envolvendo a cada página e confesso, a partir da página 300, não consegui parar de ler, tinha que saber quem era aquela personagem, o “Patrão”, que mistério era aquele, que se repetia uma e outra vez ao longo dos tempos!

E foi aí, quase a chegar ao final, que fiquei com aquela sensação de amargo de boca, de insatisfação, porque aquele não era o final que tinha imaginado! Aquele final era demasiado sobrenatural, e eu estava à espera de algo mais realista, um final obscuro claro, mas um final mais humano para o David Martin, pois o Zafón não foi amigo dele ao dar-lhe a vida eterna!

Mas no geral, Carlos Zafón, voltou a surpreender-me e fiquei afeiçoada à personagem de David Martin do princípio até ao final. É realmente um daqueles livros que não sossegamos enquanto não o terminamos!

 

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